A gripe suína assola o mundo, matando, até agora, cerca de 400 pessoas na Argentina, 200 no Brasil e 440 nos EUA.
Na Argentina, país com maior índice de mortes, há uma mortalidade de 1,00 para cada 100 mil habitantes!!!
Enquanto isso, doenças conhecidas e com cura matam milhões e só. Ninguém se importa em divulgar essas mortes ou tomar medidas que realmente evitem que tantas pessoas morram por tais doenças. É o poder da grana. As pessoas mais frequentemente acometidas por essas doenças geralmente não possuem grande poder aquisitivo e, portanto, são desprezíveis para o sistema.
Na realidade, a gripe suína, objeto de extensa cobertura da imprensa internacional, é coisa pequena diante de outras enfermidades, até mesmo diante da própria gripe comum. Nos EUA, morrem cerca de 36 mil pessoas por ano por gripe comum; dificilmente a gripe suína ultrapassará essa marca. Mundialmente, falamos de um número de mortes entre 250 e 500 mil por ano causadas pela gripe comum.
Segundo a OMS, quase 90% das mortes provocadas por doenças infecciosas se devem a seis infecções - tuberculose, pneumonia, diarreia, sarampo, malária e Aids -, que afetam principalmente os países pobres.
Por ano, o sarampo soma 900.000 mortes, enquanto a malária entre 1,5 e 2,7 milhões - em sua maioria crianças -, das 300 a 500 milhões de pessoas que contraem a doença.
Gripe suína? 2 mil até agora?
De qualquer forma, o perigo da gripe suína está na enorme variabilidade genética que vírus comuns possuem. Mas essa enorme mutabilidade também é característica de muitos outros vírus, não? Por que tanto, mas tanto foco nesse tal H1N1?
Eventuais mutações são o verdadeiro motivo pelo qual o H1N1 deve ser controlado, mas toda essa atenção que a mídia dá é excessiva, desnecessária.
O documentário que se segue é bastante pertinente, mostrando como a indústria da farmácia lucra com o medo da população, que é tão disseminado pela mídia.
Mas, do jeito desesperado com que a mídia aborda o caso, acho que só podemos esperar uma solução vinda de outro plano.. =D
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